Automutilação: Um Flagelo Silencioso

Fonte da Imagem: http://uma-rapariga-no-mundo.blogspot.com.br

 

A automutilação pode ser definida como qualquer comportamento intencional envolvendo agressão direta ao próprio corpo, sem intenção consciente de suicídio. As formas mais recorrentes de automutilação são cortar a própria pele, bater em si mesmo e queimar-se. As áreas onde são produzidos os ferimentos em geral são os braços, pernas, abdômen e outras partes expostas do corpo.

A prevalência em adolescentes varia de 17 a 21%, segundo os critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais – 5ª Edição (DSM-5), a razão principal é o pobre desenvolvimento de habilidades interpessoais associados à: negligência, expressão emocional sufocante, abuso emocional, físico e sexual, relações parentais vulneráveis ou história de separação precoce dos pais.

A AUTOMUTILAÇÃO é um comportamento que não tem como objetivo chamar a atenção! A pessoa que a realiza busca na dor física um alívio. Neste ato, tenta expressar sentimentos de profundo sofrimento emocional, entre os quais: a sensação de vazio, a angústia, a raiva de si mesmo ou a tristeza.

Quem se automutila tem ainda o problema agravado por tentar, muitas vezes, manter estes comportamentos em segredo, quer seja por vergonha, sentimentos de culpa ou por perceber que não é compreendido. Isso o torna ainda mais vulnerável por trazer sentimentos de solidão e de falta de esperança de obter uma ajuda efetiva para o seu problema.

A automutilação é um sinal de que algo precisa ser melhorado na convivência familiar, o apoio da família é essencial para o tratamento. Os filhos precisam muito da compreensão da família.

A automutilação muitas vezes é uma co-morbidade, ou seja, uma doença psicológica que relaciona-se a outras, tais como: a depressão, a ansiedade, o transtorno obsessivo compulsivo (TOC), os transtornos alimentares, entre outras.

Durante a adolescência, os incidentes de automutilação foram associados de maneira independente com sintomas de depressão, ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), transtornos alimentares, comportamento antissocial, alto risco de uso de álcool, drogas e cigarros.

Apesar de diminuir ou até desaparecer com o tempo, a automutilação pode ocorrer em adultos. É um comportamento que tem idade para começar mas não para acabar, que tende a diminuir depois dos vinte anos, podendo continuar ao longo da vida se não tratado.

Se o prejuízo social já é grande quando ocorre na adolescência, na vida adulta pode ser ainda pior. Assim, quanto mais cedo for tratado, maiores são as chances de a prática não se repetir.

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