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O EMDR é uma abordagem psicoterápica criada para acessar e processar por meio de estimulação bilateral as lembranças perturbadoras e feridas emocionais deixadas por vivências inesperadas.

O que significa EMDR?

São as iniciais em inglês. E = Eyes; M = Movement; D = Dessentization e R = Reprossessing.

Traduzimos como: dessensibilização e reprocessamento por movimentos oculares.

Com o desenvolvimento da abordagem, a estimulação auditiva e tátil, além da visual, passaram a ser utilizadas.

A origem

“A semente do EMDR brotou numa tarde ensolarada no ano de 1987, quando fiz um intervalo para divagar em volta de um pequeno lago”, escreve a Dra. Shapiro em seu livro , EMDR: the breakthrough “eye movement” therapy for overcoming anxiety, stress, and trauma, escrito em 1997.

 

Percebi que quando um pensamento perturbador entrava em minha mente, meus olhos começavam a mover-se, espontaneamente, de um lado para o outro. Faziam movimentos rápidos em linha diagonal da esquerda inferior para a direita superior. Ao mesmo tempo, notei que o pensamento perturbador havia se deslocado da minha consciência e quando o trouxe de volta, já não me incomodava tanto” (p.9).

A prática do EMDR utiliza o modelo de Processamento Adaptativo da Informação (PAI).

Movimentos oculares feitos da esquerda para a direita e da direita para a esquerda têm efeitos fisiológicos e psicológicos.

Qualquer estímulo bilateral, não apenas movimento ocular, afeta o cérebro, em alguns casos estimulando-o, em outros relaxando-o ou libertando-o de ansiedade e estresse.

A estimulação bilateral tende a aflorar aquilo que mais prevalece em sua mente e ajuda-o a resolver a questão, levando a uma solução adaptativa.

A genialidade de Francine Shapiro foi perceber como esse fenômeno poderia ser aplicado de forma terapêutica.

Os maiores especialistas em neurologia admitem conhecer ainda muito pouco sobre o funcionamento do cérebro.

Muitas teorias têm sido apresentadas, a mais simples afirmando que a estimulação bilateral alternada aumenta a comunicação entre os hemisférios esquerdo e direito do cérebro.

Robert Stickgold, PhD., especulou que o fluxo de informação do hipocampo (que armazena a informação) para o neocórtex (que analisa a informação) é direcionalmente invertido no EMDR, como também nos ciclos REM, permitindo ao cérebro reavaliar informação congelada em um sistema que ficou sobrecarregado por ocasião da situação traumática. Outros acreditam que propiciando uma reformulação da informação armazenada de forma disfuncional.