Dependência Química envolve toda a família: Para a recuperação é preciso tratar a co-dependência!

Fonte Imagem: http://nucleoaprende.com.br/wp-content/uploads/2013/04/Grupo-de-Apoio.jpg

Não importa se a droga é lícita ou não, os quadros de abuso e dependência são devastadores, trazendo perdas que envolvem os indivíduos, as famílias e sociedade em geral.

A dependência química é uma doença, que se manifesta por um conjunto de fenômenos comportamentais, cognitivos e fisiológicos, desenvolvidos após o uso repetido de determinada substância. Pode ser uma substância psicoativa como o fumo, o álcool ou a cocaína; uma categoria de substâncias psicoativas, como o ópio; ou ainda um conjunto mais vasto de substâncias farmacologicamente diferentes. Essa é a definição aproximada da Organização Mundial da Saúde (OMS), contida na 10a edição da Classificação Internacional de Doenças (CID-10).

Trata-se de uma doença crônica e diversos fatores contribuem para o seu desenvolvimento, incluindo a quantidade e frequência de uso da substância, a condição de saúde do indivíduo e fatores genéticos, psicossociais e ambientais. Estudos tentam identificar quais as características que predispõe ao uso abusivo ou dependência, e exemplificam com com o álcool, um risco quatro vezes maior em filhos de alcoolistas.

A desinformação e o preconceito, podem fazer do dependente alguém solitário, pois mesmo precisando de ajuda irá lutar, até se perder de vez, para não admitir o vício e evitar ao máximo as críticas e julgamentos daqueles que muitas vezes os amam, mas o irão considerar e tratar como sendo um fraco ou até mesmo “sem vergonha” e irresponsável. A própria família extensa se afasta da parte afetada pela dependência, deixando de chama-los para os eventos familiares dos quais costumavam participar.

Em geral quando um pai, uma mãe, um irmão ou um outro cuidador desconfia que a pessoa que está sob o seu cuidado está usando drogas, não sabendo ao certo o que fazer, dá início a conflitos com duras conversas, questionamentos incessantes, brigas e acusações. Isso, muitas vezes leva o usuário a se afastar ou mesmo a se isolar e na tentativa de esconder seu vício mente, engana e manipula até chegar ao descontrole total.

Outra questão bastante preocupante a ser destacada é o adoecimento dos familiares e das pessoas do convívio do dependente.

É uma dura realidade o número de casos de esposas que passam a beber por não suportar o marido na condição de alcoolista, mães que se viciam em crack como os seus filhos por puro desespero, … que vasculham becos e pontos de drogas para localizá-los.

Tão grave quanto isso, é o fato de desenvolverem a co-dependência, ou seja, passam a depender (viver em função) da dependência da pessoa acometida pelo vício, o que as levam a ter ações que reforçam a doença ao invés de apoiar na recuperação do dependente sob os seus cuidados.                  

Quer para o dependente ou para a família a ajuda profissional é indispensável e toda a família será beneficiada. A terapia familiar sistêmica e um Grupo de Apoio ao Familiar são excelentes recursos nesse tratamento.

Esses grupos são especializados no suporte e orientação aos familiares, favorecem o contato e troca de experiências com outras pessoas que estão vivendo situações similares, e com premissas bem estruturadas, promovem a desintoxicação das relações para que aprendam a não mais reforçar a doença. São diversos, entre eles:

– “Al-Anon”: Grupo de Apoio aos familiares de dependentes de álcool.

– “Nar-Anon”: Grupo de Apoio a Familiares e Amigos de Dependentes Químicos.

– “Co-DA – CoDependentes Anônimos”: Disponibilizam folhetos, apostilas e livros. Indicam endereços de grupos de ajuda mútua.

One thought on “Dependência Química envolve toda a família: Para a recuperação é preciso tratar a co-dependência!

Deixe uma resposta para suely g carpinelli Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Abrir chat
Como posso ajudar?
Como posso ajudar?